Saúde: Pergunte ao doutor

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Dr. Raul Emrich Melo na Mídia:
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Algumas de suas matérias
- Vacina anti-influenza H1N1: riscos e reações alérgicas - NOVO
- Informativos 2010 - NOVO
- Virose ou dor de garganta?
- Cortisona, para o bem ou para o mal?
- Febre
- Vacinas
- Perguntas encaminhadas para a redação Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. e respondida pelo Dr. Raul:
Nome: Selma
Rio de Janeiro - 10/05/2010
Pergunta: Dr. tenho um filho de 6 anos e ele tem bronquite mas so que não tem dando tão forte mas as crises nele, ele sempre tomava prelone , ou KoideD, mas agora o que esta acontecendo com ele e q todos os dias ele acorda como o nariz congestionado, e também quando correr ou pula começa uma tosse nele tão forte e o peito dele começa a chiar ele fica até com dificuldade de respirar na hora de crise, levei ele na pediatra dele e ela agora receitou pra usar nele seretide 25 125 todos os dias um vez por dia durante todo esse irverno mas estou com medo de dar esse remedio nele, tenho medo que seja muito forte pra ele ou que der alguma reação, ou se esse remedio pode da alguma aceleração no coração, por favor me ajude a tirar essa duvida sobreo seretide, se devo dar ou não, desde de já agradeço.
Resposta Dr. Raul: Os tratamentos de asma (que tem o nome popular de "bronquite") incluem medicações que podem ser usadas por muito tempo. Isto não existia 25 anos atrás e muitos pensam que ainda não existem remédios para uso seguro por anos a fio.
Como regra, um tratamento prolongado requer o uso da corisona de baixíssima dose, seja para uso direto no nariz (sprays que espirram o remédio nas narinas), ou diretamente nos brônquios (os diversos tipos de sprays - as bombinhas - e inalações). Como esta forma de cortisona praticamente não passa para o sangue, pode ser usada sem preocupações. Ao contrário, a alta dose de corticoides (ou cortisonas, como a dexametasona e a prednisolona citadas) não podem ser utilizadas por períodos longos e normalmente limitam-se às crises, com receitas para 2 a 7 dias.
Também pode ser associado ao tratamento um relaxante muscular brônquico (chamado tecnicamente de broncodilatador). Como é um remédio que atua nos músculos da via respiratória, ao cair na circulação sanguínea, pode estimular outros músculos, como o do coração (com palpitações) ou músculos que dão a sesação de tremor. As doses que atuam em músculos fora do pulmão são muito baixas, então não causam preocupação. Muitos pensam que vão morrer do coração, ou ficar viciados devido a esses pequenos efeitos colaterais.
O remédio citado (seretide) é justamente a mistura da cortisona de baixíssima dose com um broncodilatador que se mostrou seguro nos últimos estudos clínicos. Portanto, o importante é tratar, usando prolongadamente e não cair na rede da desinformação.
Atenciosamente,
Dr Raul Emrich Melo
Nome: Lúcia
São Paulo - 06/10/2009
Pergunta: Boa noite, a quase dois anos começei a ter crises alérgicas, ja tomei muitos remédios que melhoraram as crises, porém desde a primeira crise até hoje continuo tendo tosse e não para, não aguento mais, não durmo direito ja não saio mais é insuportavel, atualmente não preciso de cheiro forte ou poeira pra começar a tossir ou espirrar, pois isso acontece o dia todo. o que eu faço? ou o q posso tomar?
Resposta Dr. Raul: Seria maravilhoso se existisse um remédio único e eficaz para todos os casos de tosse. Os antitussígenos, remédios que diminuem a tosse, sem modificar alguma doença, são também chamados de sintomáticos, pois atuam apenas no sintoma. Se a tosse é causada por uma rolha de cera no canal do ouvido, um sintomático de tosse poderá até produzir algum alívio, mas fica claro que a solução do problema só ocorrerá quando a cera for removida. Frequentemente, o açúcar adicionado aos xaropes é que age na melhora da tosse, e não os princípios químicos. Resfriar o ar respirado (o velho colar de álcool) e umidificar o ambiente também surtem bons resultados.
Doenças como refluxo gastro-esofágico (quando o ácido do estômago sobe inadvertidamente pelo esôfago), infecções no pulmão, irritações alérgicas, sinusites, asma (também chamada de “bronquite”) e, raramente, tumores, também produzem o desagradável sintoma da tosse. Somente o tratamento adequado dessas doenças resultará em sucesso terapêutico.
Casos em que a tosse melhora sem o uso de medicações incluem a suspensão de medicações como alguns dos anti-hipertensivos terminados em “pril” – enalapril, captopril – ou seja, os remédios descritos na bula como inibidores da ECA (uma enzima que funciona no pulmão que, ao ser inibida pelo remédio, produz o efeito colateral de tosse), o afastamento de locais em que se respira um ar com irritantes químicos (uma tinta automotiva, por exemplo) e até a compreensão de que, no decorrer de uma doença que induz a tosse, um quadro de tosse de hábito (antigamente chamada de psicológica) também pode se desenvolver. Neste caso, a suspeita aparece quando o paciente relata que a tosse não acontece no momento em que ele está dormindo.
“Uma pequena tosse mal cuidada pode desenvolver-se e assumir um caráter alarmante. Logo após os primeiros acessos, tome Bromil e verá como a tosse desaparece”. Essas são palavras de uma propaganda da década de 1930. É só ligar a TV e perceber que essa forma de abordar os leigos, tentando convencê-los de que um remédio serve para tudo, infelizmente ainda persiste.
Nome: Maria Madalena Jesus da Silva Patrício
São Paulo / SP - 27/07/09
Pergunta: Bom, eu sou uma dessas pessoas que tem alergia ao látex e quase faleci a dois anos atrás quando tive que fazer uma cirurgia.Só que agora eu tenho que fazer outra cirurgia e eu gostaria de saber se há outro tipo de luva ou o que fazer para não morrer nesta cirurgia.
Resposta Dr. Raul
O látex, uma variante elástica do produto natural da seringueira, é empregado na composição de artigos de borracha. Seu uso é bastante difundido em medicina, pois é utilizado para fazer as luvas cirúrgicas e boa parte dos catéteres e sondas de que os pacientes precisam. Às vezes, essa necessidade é bastante prolongada. Pacientes que têm problemas sérios para controlar a micção podem necessitar de uso contínuo de uma sonda urinária, por exemplo. Do outro lado, muitos profissionais da saúde têm contato frequente com luvas, uma barreira que evita a contaminação do campo cirúrgico, ou então protege o próprio profissional.
Tudo se complica quando esses grupos de pessoas, pacientes ou profissionais, desenvolvem sensibilidade a produtos do látex. Vermelhidão, coceira e inchaço podem ocorrer nas mãos do cirurgião, quando ele se paramenta para mais um procedimento. Falta de ar pode acontecer quando uma fisioterapeuta inala o pó que sai de dentro das luvas. Aliás, o pó (que facilita o ato de vestir a luva) aumenta o contato com as proteínas causadoras de alergia. Reações sérias e difíceis de detectar são relatadas em pessoas que usam uma sonda, ou foram submetidos a uma cirurgia. Afinal, o médico, ao operar, permitiu um contato intenso do látex com os órgãos do paciente.
A medicação de escolha para quadros não graves será o anti-histamínico (ou “antialérgico”), de preferência de última geração, prescrito até a avaliação médica especializada. Talvez essa medicação seja até indicada para situações de risco, apesar de que nem sempre esta conduta possa evitar as consequências de um contato alérgico. Quadros graves serão tratados com adrenalina (aplicação no setor de emergência) e, posteriormente, corticóides (ou “cortisonas”). Estas medicações, usadas preventivamente, podem diminuir a chance de uma reação, mas não há garantia absoluta. Da mesma forma, não dispomos de vacina alérgica segura para o tratamento da alergia ao látex.
A prevenção consiste basicamente em evitar o contato, preferindo-se produtos látex-free, encontrados em casas especializadas para alérgicos. Isto vale também para os preservativos, possíveis causadores de reações inedejadas.
Abraço, Dr.Raul
Jorge Soares de Oliveira,
Sorocaba/SP. 27/06/09
Pergunta: Dr, como pode explicar a causa da Gripe H1N1, onde o Ministro da saúde deixou claro que o Brasil estaria preparado pela possível Pandemia, e que tal gripe não se pegava, se não tivesse
contato com pessoas contaminadas. Hoje segundo o Ministério da Saúde estamos chegando quase a 200 casos aqui no Brasil.
Então, é possível contrair a gripe h1n1 através do ar, sem contato nenhum com pessoas contaminadas?
Resposta Dr. Raul: A gripe A H1N1 é bastante contagiosa e inevitavelmente se espalhará.
As medidas de prevenção visam diminuir e retardar ao máximo esse impacto até termos uma vacina eficaz para o vírus. Apesar de não ser uma infecção grave, as complicações podem ser fatais em pacientes com baixa imunidade, seja pela idade (crianças pequenas e idosos), ou devido a doenças de base. O vírus pode permanecer ativo por várias horas em locais de superfície lisa (como em um corrimão), mas a maior parte da contaminação se dá com o contato direto com outras pessoas contaminadas (aperto de mão, goticulas no espirro ou na tosse, por exemplo.
Abraço, Dr Raul.

Gostaria se saber porque a pele do meu corpo todo e muito fria? e nem sempre foi assim so de umas dois anos pra cá venho observando essa mudança, porfavor alguem pode me dá uma resposta pois isso me incomoda e tenho medo de sofrer alguma doença que causa esse problema. agradeço obg.
Val.
O Doutor Raul respondeu a sua pergunta. Veja no inicio desta página, a primeira pergunta passou a ser a sua.
Grato
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